Sem muito o que dizer, Alice Amaro que sem querer foi ganhando cargo de confiança e protestar junto com as 450 famílias, que segundo ela, só querem um lugar com dignidade para morar. A técnica ambiental de 28 anos, encarou todas as consequenciais que poderiam acontecer ao longo da ocupação.
No domingo (2), dia da ocupação, as primeiras barracas já mudava o panorama. Crianças, mulheres e homens, começaram alimentar esperança de quem sabe, construir uma nova vida.
Mal sabia eles que a ação de reintegração de posse do terreno da prefeitura de Canoas, no bairro Guajuviras, estava por acontecer. Cinco dias depois, o inevitável. Efetivo de quase 150 homens, 20 motocicletas, cavalaria e viaturas foram de encontro com a comunidade.
Relatos de pessoas que viram o sonho virar pesadelo.
A pancadaria foi generalizada. As famílias foram encurraladas e bombas de lacrimogêneo foram jogadas ao chão. Enquanto isso, retroescavadeiras faziam o papel de destruição e de recolher e colocar em caminhões que já estavam na espera.
A última negociação aconteceu por volta das 10 horas da manhã quando uma oficial de justiça esteve no local e entregou a ordem para o cumprimento da notificação entregue na terça-feira (4), dando aos invasores 48 horas para abandonar as terras que pertence à Prefeitura, mas passa por adequação técnica para incorporação ao Programa Minha Casa, Minha Vida, da União.
Data da publicação: 8 de setembro de 2012 - Página 4
Veículo: Folha de Canoas
Fotos: Venicius Maciel
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